A proposta de modernização da Classificação Oficial Brasileira (COB) do Café foi tema de workshop realizado em Vitória (ES), na última quarta-feira (21/10). O encontro reuniu representantes da cadeia cafeeira, pesquisadores e servidores do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para discutir a revisão conceitual e metodológica da classificação oficial do produto.
Promovido pelo Centro do Comércio de Café de Vitória (CCCV), em parceria com o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o evento teve como objetivo apresentar a proposta elaborada pelo Mapa, esclarecer dúvidas e ouvir os diferentes segmentos da cadeia produtiva sobre os possíveis impactos das mudanças.
Para o superintendente federal de Agricultura e Pecuária no Espírito Santo, Guilherme Gomes de Souza, a participação dos diferentes elos da cadeia é fundamental para o aprimoramento da regulamentação. “O diálogo com o setor produtivo, a pesquisa e os demais envolvidos permite avaliar os efeitos das mudanças e construir uma norma tecnicamente consistente, que amplie a transparência nas relações comerciais e fortaleça a competitividade do café brasileiro”, destacou.
Segundo o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov) do Mapa, Hugo Caruso, o Ministério está promovendo o diálogo com o setor antes de iniciar o processo regulatório formal. “Neste momento, estamos avaliando a receptividade e os impactos de uma mudança significativa na sistemática oficial de classificação do café. A expectativa é que a minuta da norma seja submetida à consulta pública ainda este ano, permitindo que qualquer cidadão ou instituição apresente sugestões e contribuições”, explicou.
A proposta prevê a substituição do modelo atual, baseado na contagem de defeitos e em sua conversão em equivalentes, por uma metodologia fundamentada no percentual em massa de grãos defeituosos. A mudança busca tornar a classificação mais simples, objetiva e transparente, além de aproximar a regulamentação oficial das práticas adotadas pelo mercado.
A revisão contempla os cafés arábica e conilon e tem como objetivo aprimorar os critérios utilizados na classificação oficial, considerando os impactos para os diferentes segmentos da cadeia produtiva.
Também participaram do workshop o diretor técnico do Cecafé, Eduardo Heron Santos; o professor titular do Departamento de Engenharia Agrícola da Universidade Federal de Lavras (UFLA), Flávio Meira Borém; o chefe da Divisão de Defesa Agropecuária no Espírito Santo (DDA-ES/Mapa), Marcelo Sobreira de Souza; e a chefe do Serviço de Fiscalização, Inspeção e Sanidade Vegetal no Espírito Santo (SIFISV-ES/Mapa), Cristiane Ferreira Cantoia.
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Fonte: Mapa